22/01/2013 | por cleber | 0 Comentários

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Descarte de produtos eletroeletrônicos será feito de forma segura

O Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (CORI) aprovou, por meio da Deliberação nº 7, já publicada no Diário Oficial da União (DOU), a viabilidade técnica e econômica da implantação do sistema de logística reversa para os produtos eletroeletrônicos e seus componentes. O edital de chamamento para os interessados apresentarem propostas de acordo setorial para implantar a logística reversa destes equipamentos está em processo de avaliação jurídica e deverá ser publicado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em breve.

A logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento e reciclagem, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. E acordo setorial é um ato contratual, firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Critérios - O edital estabelecerá critérios mínimos para assinatura do acordo envolvendo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o setor empresarial. “É preciso definir as responsabilidades dos fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores desses produtos”, avalia o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU/MMA), Pedro Wilson Guimarães.

O edital fixará prazo para as entidades representativas da cadeia produtiva de eletroeletrônicos definirem os detalhes de operacionalização do sistema de logística reversa, tais como a localização e a quantidade dos pontos de coleta e quem será responsável por recolher o que foi arrecadado. De acordo com a analista ambiental da SRHU, Sabrina Andrade, a implantação do sistema de logística reversa de eletroeletrônicos trará grandes benefícios para a sociedade, uma vez que este tipo de resíduo, cada vez mais presente no cotidiano, por conter elementos tóxicos como metais pesados em sua composição representa um risco à saúde pública e ao meio ambiente ao ser descartado de forma indevida.

Outras propostas de acordos setoriais para implantação de sistemas de logística reversa estão em análise e aguardam a aprovação do Comitê Orientador (Cori), como as indústrias de lâmpadas fluorescentes e de embalagens em geral. O acordo setorial de embalagens plásticas de óleos lubrificantes foi assinado em dezembro passado, após um ano e meio de debates e negociações entre o governo e os representantes dos dois setores.

Novos ciclos – O Cori é formado, além do MMA, pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); da Fazenda; da Saúde, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Sua finalidade é estabelecer as orientações estratégicas para implantação dos sistemas de logística reversa. Em 2011, o conselho criou cinco grupos de trabalho temáticos, com a missão de elaborar estudos de viabilidade técnica e econômica e montar os editais de chamamento para os sistemas de logística reversa de produtos eletroeletrônicos, embalagens de óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, embalagens em geral e descarte de medicamentos.

Os sistemas de devolução dos resíduos aos respectivos geradores serão implantados, principalmente, por meio de acordos setoriais com o setor empresarial. A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê, ainda, a criação de sistemas de logística reversa para outros produtos, porém, como já existem regulamentos vigentes nesse sentido, como as referentes a agrotóxicos e a pilhas e baterias, e pneus e óleos lubrificantes, não foram criados grupos de trabalho para discutir a logística reversa nessas cadeias.

Fonte: MMA

22/01/2013 | por cleber | 0 Comentários

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Rio de Janeiro publica lei que obriga grandes geradores a reciclarem resíduos sólidos

Publicada no diário oficial do dia 16 de janeiro, pelo prefeito Eduardo Paes, a Lei 5.538 obriga os grandes geradores de resíduos a separarem o material reciclável e encaminhá-los à reciclagem.

Quem produz mais do que 60 quilos ou 120 litros de resíduos sólidos diariamente, na cidade do Rio de Janeiro, terá que cumprir a lei.

Aprovada na câmara em outubro de 2012, a lei prevê multa de R$2.500,00 aos estabelecimentos que descumprirem suas obrigações.

A separação do lixo reciclável deve acompanhar o que diz a resolução do conselho nacional do meio ambiente: lixeiras azuis para papel/papelão; vermelha para plásticos; verde para vidros; amarela para metais e laranja para resíduos perigosos.

LEI Nº 5.538, DE 31 DE OUTUBRO DE 2012
Dispõe sobre a obrigatoriedade do processo de coleta seletiva de lixo nos geradores de lixo extraordinário no Município do Rio de Janeiro.

Art. 1º Fica instituída a obrigatoriedade do processo de coleta seletiva de lixo nos geradores de lixo extraordinário no Município do Rio de Janeiro.
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, em especial o disposto no caput, aplica-se, no que couber, a Lei nº 3.273, de 6 de setembro de 2001 e sua regulamentação respectiva.

Art. 2º Os geradores de lixo extraordinário deverão separar os resíduos produzidos em todos os seus setores em, no mínimo, cinco tipos: papel, plástico, metal, vidro e resíduos gerais não recicláveis.
Parágrafo único. As lixeiras coloridas eventualmente utilizadas deverão ficar preferencialmente dispostas uma ao lado da outra de maneira acessível, formando conjuntos de acordo com os tipos de resíduos.

Art. 3º Para o cumprimento desta Lei será necessário:
I – a implantação de lixeiras, em locais acessíveis e de fácil visualização, para os diferentes tipos de lixo produzidos nas dependências dos estabelecimentos e/ou unidades geradoras, contendo especificações de acordo com a Resolução nº 275/2001 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente);
II – o recolhimento periódico dos resíduos coletados e o envio destes para locais adequados, que garantam a sua reciclagem.

Art. 4º Os geradores de lixo extraordinário serão responsáveis pela implantação da coleta seletiva.

Art. 5º O uso de lixeiras para coleta seletiva dentro dos sanitários não
será obrigatório.

Art. 6º O espaço destinado à implantação obedecerá aos seguintes itens:
I – haverá próximo a cada conjunto de lixeiras, uma placa explicativa sobre o uso destas e o significado de suas respectivas cores;
II – a placa, mencionada no inciso anterior, deverá estar em local de fácil acesso aos portadores de necessidades especiais visuais;
III – próximo às lixeiras haverá identificações claras que abranjam os códigos linguísticos apropriados aos deficientes visuais.

Art. 7º O descumprimento do disposto nos artigos desta Lei ensejará ao infrator:
I – aplicação de multa no valor de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais);
II – dobrada em caso de reincidência;
III – cassação do alvará.
§1º Os valores em Reais estipulados nesta Lei serão reajustados de acordo com o índice e o período aplicáveis aos reajustes dos créditos tributários municipais.
§2º Só serão passíveis de sanção na presente Lei os estabelecimentos e/ou unidades geradoras de lixo que estejam localizadas nas áreas onde a Prefeitura realiza o recolhimento dos resíduos oriundos de coleta seletiva.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 2012
Vereador JORGE FELIPPE
Presidente

21/01/2013 | por cleber | 0 Comentários

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Sebastina e Doe Seu Lixo – Coleta seletiva no carnaval 2013

Isabel Fillardis, fundadora do Instituto Doe Seu Lixo e Rita Fernades, presidente da Sebastiana.

A Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro), em parceria com a Globo Rio, realiza pelo quarto ano consecutivo a ação “Carnaval Limpo”, para a coleta de material reciclável (latas de alumínio, pet, papel e vidro) durante os 14 desfiles dos 12 blocos da Associação.

O projeto foi ampliado em 2013 e contará com 200 profissionais treinados pelo Instituto Doe Seu Lixo, entre coletores, equipes de triagem, motoristas, líderes de operação, coordenadores e gerência operacional. Todos passarão por um treinamento a partir de 21/01, para preparação do trabalho que começa no dia 26/01 com o desfile do bloco Imprensa que eu Gamo, em Laranjeiras.

Neste Carnaval, a operação será aperfeiçoada e contará com uma estrutura ainda maior. Entre as novidades, estão os carrinhos para carregar as bags (bolsas de coleta) durante os trajetos dos blocos, o que vai facilitar a movimentação dos catadores entre os foliões. Pela primeira vez também serão usadas as “bombonas”, um tipo de latão próprio para armazenamento de vidro, minimizando os riscos de acidentes durante a coleta e transporte do material. Os catadores, ou agentes de coleta, também ganharão uniformes com camisa, bermuda, luva e boné.

Todo o resíduo coletado durante a passagem dos blocos será levado por caminhões para as tendas montadas nas concentrações dos blocos, onde será feita a pré-triagem. Em seguida, o material será transportado por caminhões fechados munidos de sistema de rastreamento (GPS) para a Usina de Triagem e Reciclagem (UTR-RJ) do Instituto Doe Seu Lixo, no bairro do Santo Cristo. De lá, seguirá para venda. Além da geração de renda com a comercialização, os agentes de coleta também receberão diárias remuneradas, auxílio alimentação e transporte.

Relatórios de impacto ambiental

Outra novidade em 2013 é que serão gerados relatórios parciais por blocos, relatórios finais de volume e relatórios de impacto ambiental mitigados com a coleta e destinação adequada dos resíduos, permitindo contabilizar os benefícios ambientais da ação, além de quantificar a neutralização de CO2 durante o processo. A metodologia para geração desses relatórios foi desenvolvida pelo Instituto Doe Seu Lixo em parceria com a COPPE/UFRJ.  “O relatório é um instrumento importante para conscientizar a população do quanto é importante realizar a coleta seletiva e dos benefícios trazidos por ela. Não só em um evento como o carnaval, mas durante o ano inteiro”, disse Isabel Fillardis, fundadora do Instituto Doe Seu lixo.

Para a Sebastiana, a parceria significa uma oportunidade de mobilizar diversos setores da sociedade, não só durante o período do Carnaval, para o tema reciclagem e coleta seletiva. “Entendemos que é responsabilidade dos blocos ajudar na limpeza das ruas depois dos seus desfiles. Queremos fazer a nossa parte, dando maior auxílio a órgãos como a Comlurb, e também conscientizando os foliões. É uma grande oportunidade de ajudarmos a criar o hábito da reciclagem e despertar a consciência da cidade sobre o lixo produzido nos grandes eventos”, afirma Rita Fernandes, presidente da Sebastiana.

A ação Carnaval Limpo é uma realização da Sebastiana e conta com a parceria Globo Rio, patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, apoio da Coca-Cola Brasil e da Riotur, gestão operacional do Instituto Doe Seu Lixo e execução da Febracom.

Reportagem do RJ TV sobre a ação: clique aqui

10/01/2013 | por cleber | 0 Comentários

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Resíduos sólidos em debate

Com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a população para o tema dos resíduos sólidos, o Ministério do Meio Ambiente iniciou a distribuição de 500 mil exemplares do jornal que traz as principais informações sobre a 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA). Esta quarta edição trará a discussão e implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem como um dos focos a meta de acabar com os lixões até 2014. Mais da metade dos municípios do Brasil ainda esses precários depósitos a céu aberto. São 2.906 unidades que devem ser fechadas até 2014, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

“Queremos criar um clima de mobilização da sociedade em torno da conferência para que a sociedade se aproprie dos instrumentos da política e ajude a melhorar a gestão dos resíduos sólidos”, afirma o diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Geraldo Vitor de Abreu. A expectativa é de que 200 mil pessoas possam participar presencialmente das conferências municipais, regionais, estaduais e da nacional. “Temos essa expectativa, pois o tema dessa conferência é peculiar, bem próximo à população”, explica.

O objetivo é construir as soluções para evitar o desperdício, reduzindo a produção de lixo nas cidades, com a participação de todas as partes envolvidas na questão. Um exemplo de atitude que a população pode tomar é organizar junto ao condomínio, bairro ou empresa uma ação para tratar a gestão dos resíduos sólidos de forma responsável, como a coleta seletiva. Apenas 14% dos municípios brasileiros realizam a coleta seletiva de lixo.

Vox Populi – As etapas locais, além das conferências livres e virtuais, representam um espaço para o governo ouvir a população. Na etapa nacional todos os resultados das conferências locais serão discutidos pelos representantes eleitos. Em janeiro já começam as conferências livres (podem ser convocadas por associações comunitárias, síndicos ou moradores interessados) e virtuais (podem ser convocadas por qualquer grupo de pessoas ou representações governamentais interessados no debate que será realizado através da internet, videoconferência ou outros meios de comunicação virtual).

A 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente trabalhará os assuntos de produção e consumo sustentáveis, redução dos impactos ambientais e geração de emprego e renda, todos inseridos na Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo a lei da política, a responsabilidade pela destinação adequada dos resíduos sólidos é compartilhada, ou seja, dos governos, empresas e toda sociedade.

Distribuição - O Ministério do Meio Ambiente enviará exemplares do jornal contendo essas e outras informações aos órgãos vinculados – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Serão enviados também para as secretarias estaduais de Meio Ambiente.

Para que esses jornais cheguem até a comunidade, estão sendo firmadas parcerias com empresas públicas e privadas para auxiliar na distribuição, tais como a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Associação Brasileira de Supermercados (Abras), rede de postos BR e Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Fonte: MMA

03/01/2013 | por cleber | 0 Comentários

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Lista Brasileira de Resíduos Sólidos é publicada pelo Ibama

O Ibama publicou a Lista Brasileira de Resíduos Sólidos (Instrução Normativa Ibama nº 13, de 18 de dezembro de 2012), um importante instrumento que irá auxiliar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil.

Com a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, era considerado essencial a padronização da linguagem e terminologias utilizadas no Brasil para a declaração de resíduos sólidos, principalmente com relação às informações prestadas ao Ibama junto ao Cadastro Técnico Federal.

Sem uma linguagem padronizada para a descrição dos resíduos sólidos, seria pouco provável tratar estatisticamente e comparativamente dados sobre a geração e destinação dos resíduos sólidos de diferentes empreendimentos e atividades, e pouco provável também seria agregar estes dados aos planos de gerenciamento dos municípios e estados brasileiros, que possuem realidades de geração e destinação de resíduos bastante distintas.

Com a Lista, o Ibama pavimenta também o caminho para a implementação do Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos, que já estará disponível ao usuários do CTF no próximo ano.

Inspirada na Lista Européia de Resíduos Sólidos (Commission Decision 2000/532/EC), a Lista Brasileira utiliza a mesma estrutura de capítulos, subcapítulos e códigos daquela lista, tendo sido adaptadas as fontes geradoras e tipologias de resíduos à realidade brasileira.

A adoção da Lista também facilitará o intercâmbio de informações no âmbito da Convenção de Basileia que dispõe sobre a movimentação transfronteiriça de resíduos sólidos (exportação, importação e trânsito). Será possível, apenas a partir do código do resíduo, classificar o processo que lhe deu origem e saber se ele contém elementos e contaminantes perigosos.

A Lista Brasileira de Resíduos Sólidos pode ser encontrada no endereço da Imprensa Oficial, no link: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=20/12/2012&jornal=1&pagina=200&totalArquivos=324

Fonte: IBAMA

03/01/2013 | por cleber | 0 Comentários

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Portal do Governo permitirá o acompanhamento da gestão de resíduos sólidos

O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), que permite o controle do cumprimento das metas do plano nacional e dos acordos setoriais, já está disponível no endereço eletrônico: srhursu.mma.gov.br. A partir de agora, os governos, o setor privado e a sociedade civil terão uma proposta inicial para ser aprimorada e alimentada ao longo dos próximos dois anos.

As informações constantes do Sinir possibilitarão o acompanhamento da gestão dos resíduos sólidos em todos os municípios, não só os resíduos sólidos urbanos, mas todos os resíduos abrangidos pela Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O sistema é um dos instrumentos previstos pela da Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em agosto de 2010, para a gestão dos resíduos sólidos no país. O Sinir ajudará, ainda, a implantação dos novos princípios da lei, que estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, chamada de logística reversa. O sistema já vem sendo abordado de forma integrada a outros instrumentos previstos pela PNRS, como os planos de resíduos sólidos e a coleta seletiva.

“O sistema será implantado com mais profundidade ao longo dos anos 2013 e 2014. O MMA irá discutir com os setores envolvidos na PNRS, as informações que serão absorvidas pelo SINIR, assim como fará o tratamento dessas informações com o propósito de programar uma adequada arquitetura da Informação, necessária à gestão estratégica do Sinir para o recebimento de críticas e sugestões que serão utilizadas pelos governos, setor privado e a sociedade civil. Essas informações serão migradas de outros sistemas existentes”, informou o diretor do Departamento de Ambiente Urbano (DAU), Silvano Silvério da Costa. Ele destacou ainda que a meta é utilizar essas informações para a gestão dos resíduos sólidos em todos os municípios, além de viabilizar a adoção de programas e ações de grupos interessados. Eventuais contribuições podem ser enviadas ao Sinir. Basta acessar o “Fale Conosco” no próprio Sistema.

Fonte: MMA

21/12/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Empresas de óleo de cozinha assinam termo de compromisso para coleta de resíduos

Associações brasileiras de óleo vegetal, baterias e filtros automotivos assinaram na última quinta-feira (20) um termo de compromisso com o governo do estado de São Paulo em que se responsabilizam pela coleta de resíduos de seus produtos nos municípios paulistas. 

De acordo com o secretário do Meio Ambiente do estado, Bruno Covas, a ação demonstra o amadurecimento do setor produtivo, que entendeu a importância de se investir no destino final dos resíduos sólidos. “A gente tinha uma cadeia produtiva linear. O produto era criado, consumido e jogado fora. A gente está, aos poucos, introduzindo uma cadeia produtiva circular. Esse produto, depois de ser utilizado, é reaproveitado e com apoio e financiamento da própria indústria”, declarou.

O termo foi assinado também pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Associação de Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais (Abrafiltros).

No caso da Abiove, que representa empresas responsáveis pelo processamento e fabricação do óleo de cozinha, haverá ampliação do número de pontos de coleta já existentes, passando dos atuais 800 locais de recolhimento para cerca de 1.000 em todo o estado. Segundo Bernardo Machado Pires, diretor de Sustentabilidade da Abiove, a ideia é aumentar para 900 pontos, em um prazo de dois a três anos, e chegar a 1.000 em, no máximo, quatro anos.

Bernardo destacou também a criação do site www.oleosustentavel.org.br para orientar os consumidores sobre os pontos de entrega mais próximos. “Toda indústria que fabrica produtos que tenham impacto ambiental têm a responsabilidade, compartilhada com os governos, de ajudar a trazer de volta esses resíduos”, disse.

Após a coleta do óleo, organizações não governamentais (ONGs) cadastradas se encarregam do reaproveitamento do material. “O óleo é muito usado para biodiesel, tintas, vernizes e sabão. Tem muitas comunidades que usam esse óleo e até têm um bom retorno econômico. Uma boa alternativa de trabalho e renda para as comunidades mais pobres”, disse Bernardo.

Já a coleta dos filtros automotivos usados, feita pela Abrafiltros, teve início em julho deste ano, como forma de teste, em um grupo de cerca de dez municípios do estado. Segundo João Moura, presidente da associação, o recolhimento tem sido feito nos postos de combustíveis, de onde os filtros são enviados para usinas de processamento. “Lá, sofrem uma lavagem inicial e depois são triturados. A chapa é separada do resíduo do meio filtrante, que são papéis, cola, borracha e plástico que determinados filtros usam. Depois, são compactados e a chapa é enviada para a usina e os resíduos de papel, borracha, plásticos seguem como componente energético em cimenteiras”, disse.

Ao contrário do óleo, que tem custo baixo para reciclagem, os filtros exigem maior investimento das empresas fabricantes. “Para o nosso setor é um custo muito representativo, porque o filtro é um dos poucos que você não pode reaproveitar. O único benefício é para o meio ambiente”, declarou Moura.

André Luis Saraiva, diretor de Responsabilidade Socioambiental da Abinee, informou que, no setor de baterias automotivas, a logística reversa já é uma realidade. “Hoje, esse segmento recicla 98% do volume comercializado”, disse. Segundo Saraiva, sempre que um consumidor vai a uma autoelétrica trocar a bateria do carro, ele entrega o produto antigo ao revendedor que o repassa para a destinação correta.

A importância da assinatura do acordo de hoje, de acordo com o diretor da Abinee, está na fiscalização do cumprimento da lei. “A Cetesb pode ampliar a sua margem de ver quem não está cumprindo o acordo. As empresas que não estiverem cumprindo sofrerão as sanções que a lei prevê”, disse.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, os próximos setores a adotarem o sistema de logística reversa são o de lâmpadas fluorescentes e de embalagens de alimentos e bebidas. “Vamos chegar em um futuro, espero não muito longe, em que as indústrias que não tiverem o seu plano de logística reversa não vão poder comercializar no estado de São Paulo”, disse.

Fonte: Agência Brasil

20/12/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Cruzada São Sebastião ganha ecoponto do Light Recicla

Nesta quarta-feira (19), a Cruzada de São Sebastião, no Leblon, ganhou um dos ecopontos do Projeto Light Recicla. Clientes da companhia moradores da Cruzada poderão trocar material reciclável, como garrafas Pet, latas, plástico, papelão, papel, vidro e óleo de cozinha, por descontos na conta de energia elétrica de sua residência, ou doação do crédito para 27 instituições cadastradas no projeto. A ação, iniciada em agosto de 2011, recebeu até agora mais de 560 toneladas de material reciclável, além de cerca de três mil litros de óleo, que seriam descartados sem o tratamento adequado.

De acordo com a gerente de Atendimento às Comunidades da Light, Fernanda Mayrink, a iniciativa da companhia tem a parceria da Prefeitura, por meio de diversas Secretarias como a Municipal de Meio Ambiente, entre outras, e tem como empresas madrinhas deste ecoponto, a Supergasbras e o Shopping Leblon. A Cruzada São Sebastião também será beneficiada com iniciativas do Programa Comunidade Eficiente, que realiza troca de geladeiras por novas, com selo Procel, e lâmpadas incandescentes por fluorescentes, mais econômicas.

“Os resultados mostram que o Projeto Light Recicla já gerou economia de energia equivalente ao consumo de 4,7 comunidades do Santa Marta em um mês, pela reciclagem dos materiais entregues pelos clientes. O foco da iniciativa é socioambiental: contribui com o meio ambiente e gera renda para famílias das comunidades”, diz Fernanda.

Para participar, basta o cliente da Light se dirigir ao ecoponto para fazer seu cadastro, apresentando a conta de energia para receber o cartão do cliente. Com ele, toda vez que levar material reciclável, ganha o correspondente ao peso, em desconto, que será repassado para a conta de energia. O Light Recicla conta com a parceria da 3E Engenharia, Coopama e Instituto Doe Seu Lixo.

O Projeto Light Recicla, que já beneficia moradores de comunidades como Santa Marta, Chapéu Mangueira, Babilônia, Chacará do Céu e Rocinha, acaba de receber o Prêmio Socioambiental Chico Mendes 2012, na categoria “Ações e Cases de Natureza Socioambiental”, por colaborar para o desenvolvimento sustentável e boas práticas de cidadania. Ainda este ano, as comunidades do Morro dos Cabritos e Tabajaras receberão o projeto. Em 2013, a ação terá continuidade no Pavão, Pavãozinho, Cantagalo e Vidigal.

19/12/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Projeto vai capacitar 3 mil catadores de 41 cidades do Rio

Catadores de material reciclável de 41 municípios fluminenses vão passar por capacitação. No total, 3 mil pessoas serão capacitadas, sendo parte delas do Lixão de Gramacho, fechado em junho deste ano. O treinamento é resultado do convênio firmado na segunda-feira (17) entre a Secretaria Estadual do Ambiente, o Centro de Estudos Socioambientais Pangeas e a Fundação Getulio Vargas.

De acordo com o secretário do Ambiente, Carlos Minc, os catadores são fundamentais para ampliar a coleta seletiva nas cidades. “A coleta seletiva está muito atrasada. A Lei Nacional de Resíduos Sólidos diz que até 2014 tem que haver pelo menos 10% de coleta seletiva em todos os municípios. Nenhum município tem essa meta. Muitos estão próximos de 1% ou 2%”, disse, destacando que “sem catador, não funciona”.

O convênio prevê a capacitação e estruturação de 50 cooperativas de catadores para fortalecer a cadeia de reciclagem. As entidades vão prestar assistência técnica, jurídica e comercial. O convênio entra em vigor imediatamente e tem duração de 36 meses, com metas intermediárias a serem cumpridas a cada seis meses.

O Centro de Estudos Socioambientais Pangeas, vencedor da licitação, se encarregará da capacitação dos catadores. Já a FGV fará o monitoramento externo e acompanhamento da qualidade, “para garantir uma coisa de alto nível”, ressaltou o secretário. O convênio soma R$ 10 milhões, dos quais R$ 9 milhões são provenientes do governo federal e R$ 1 milhão do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). Os recursos só serão repassados pela secretaria após a comprovação do cumprimento das etapas programadas.

A secretaria, por meio do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), já apoia 400 catadores em vários municípios. Outra ação é o incentivo à coleta seletiva solidária nos condomínios residenciais, “dando o selo verde para aquele condomínio que separa e entrega aquele lixo bom para as cooperativas” e aos consumidores que separam óleo de cozinha usado, reaproveitado na produção de sabão e como óleo diesel. “Dão mais um recurso para os catadores”.

O projeto de inclusão produtiva dos catadores, denominado Catadores e Catadoras em Redes Solidárias, será desenvolvido em paralelo a outro programa que prevê redes de agentes sanitários nas cidades.

Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil

11/12/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Rio lança campanha para a reciclagem de lixo eletrônico

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de se evitar o descarte inadequado de equipamentos eletroeletrônicos que contêm substâncias tóxicas – o que contamina o ambiente e compromete a saúde –, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) lançou hoje (11/12), pelo terceiro ano consecutivo, a Campanha Natal da Eletrorreciclagem.

A campanha deste ano, que vai até 21 de dezembro, foi lançada pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, na estação do metrô da Carioca, no centro do Rio. Agentes da SEA e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) distribuíram panfletos com informações sobre a campanha para passageiros do metrô.

Aqueles que tiverem aparelhos eletroeletrônicos usados, como televisores, DVDs, computadores, teclados, celulares e carregadores, poderão deixá-los, das 8h às 18h, nas estações do metrô da Carioca e da Central do Brasil, no Centro do Rio, da Pavuna, na Zona Norte, e da Praça General Osório, em Ipanema, na Zona Sul.

Também foram implantados pontos de coleta na Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ), na Gávea, na Zona Sul, na sede administrativa da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, e nas unidades da Fábrica Verde, no Complexo do Alemão (Avenida Itaoca, nº 1961, em Bonsucesso) e na Rocinha (Estrada da Gávea, 486/fundos, Bloco 20).

No ato de lançamento, que contou com cartazes e containers para o depósito de aparelhos usados trazidos por passageiros do metrô, Minc destacou os benefícios ecológicos da campanha: “É época de se fazer comprar e se desfazer dos aparelhos velhos. Em vez de transformar esses produtos ultrapassados em lixo poluidor, estamos dando a opção de transformá-los em matéria prima, evitando que contaminem o solo, os lençóis freáticos. É uma campanha contra a poluição, contra o desperdício. Participe, com menos poluição e mais solidariedade. É o que o Rio precisa.”

Minc também destacou que o estímulo à reciclagem poupa recursos naturais e gera empregos verdes com a promoção de ações de coleta e de atividades de remanufatura de produtos usados.

Na campanha de 2010, foi recolhida 1,5 tonelada de equipamentos eletroeletrônicos fora de uso. Em 2011, o volume recolhido deu um salto, alcançando 12,2 toneladas. Na campanha deste ano, os organizadores preveem que 15 toneladas de equipamentos usados deverão ser recolhidas.

Os computadores em condições de uso serão entregues nas unidades da Fábrica Verde. Ali, serão reciclados e destinados para novo uso em comunidades pacificadas.

Inaugurada em 2011, no Complexo do Alemão, a Fábrica Verde, que já chegou à Rocinha, tem o objetivo de transformar lixo eletrônico em inclusão digital, gerando emprego e renda para jovens moradores de comunidades que contam com UPPs (Unidades de Polícias Pacificadoras).

Mas além de serem enviados para as unidades da Fábrica Verde, outros equipamentos recolhidos pela campanha serão desmontados pela Empresa de Reciclagem Reciclo Ambiental e encaminhados para a reciclagem.

São parceiros da Campanha Natal da Eletrorreciclagem o MetrôRio, a Prefeitura do Rio (através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente), o Sindicato das Empresas de Informática (RIOSOFT), Tetra Pak, Reciclo Ambiental, Philips, Uerj, PUC-RJ e Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (Febracom).

Além do secretário Carlos Minc, participaram do lançamento da campanha de 2012 a superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho, um representante do MetrôRio e outro da empresa Reciclo Ambiental.

A superintendente Ingrid Gerolimich ressaltou o papel das unidades da Fábrica Verde na campanha deste ano: “O lixo tem que ser tratado de maneira correta, e as Fábricas Verdes são a grande oportunidade para quem quer dar uma destinação adequada ao  lixo. Com elas, ampliamos os pontos de coleta, promovendo inclusão produtiva, social e geração de renda”.

Fonte: Inea


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