30/11/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Rio vai ganhar primeiro centro de excelência de redução de riscos da América do Sul

Uma parceria entre o governo do estado e a Organização das Nações Unidas (ONU) vai viabilizar a implantação, no Rio de Janeiro, do primeiro centro de excelência de redução de riscos da instituição na América do Sul. O anúncio foi feito hoje (30) pelo secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, durante o seminário Redes Institucionais para a Redução de Riscos de Desastres.

Para Simões, o centro vai possibilitar uma maior integração entre os especialistas de várias áreas, além do alinhamento com as políticas internacionais de prevenção de desastres. “Isso vai facilitar muito esse link com as Nações Unidas. A estrutura do centro prevê essa organização com órgão de proteção civil e também com os centros acadêmicos. A gente está conseguindo integrar os pontos mais importantes para um sistema de proteção civil: o conhecimento científico alinhado com as normas internacionais”, destacou.

Escolhido para chefiar o centro, o americano David Stevens, coordenador na ONU, disse que os passos dados pelo Brasil para reduzir os impactos dos desastres climáticos, como a organização das defesas civis dos estados e estudos geológicos, foram importantes para instalação do equipamento no Rio de Janeiro. “Essa é uma oportunidade de ter o apoio da ONU para dinamizar e agilizar mais ações de proteção de desastres no Brasil”, ressaltou.

Sérgio Simões também anunciou a ampliação do sistema de alertas e sirenes para chuvas fortes para o próximo ano. Atualmente apenas quatro municípios da região serrana têm os equipamentos à disposição. Com a iniciativa, mais 65 cidades vão contar com o sistema.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, divulgou que a licitação de compra dos dois radares de alta capacidade de previsão já está na fase final. Os dois equipamentos vão custar cerca de US$ 8 milhões e a previsão é de instalação em 2013.

O evento reuniu autoridades, políticos, especialistas e representantes da ONU no Palácio da Guanabara, sede oficial do governo fluminense, para debater questões relacionados ao tema. Alguns painéis do seminário vão abordar assuntos ligados a ações governamentais, programas de capacitação de pessoal, centros de excelências entre outros assuntos.

Fonte: Lílian Beraldo | Agência Brasil

30/11/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Brasileiros preocupam-se mais com questões sociais, do que com meio ambiente

As questões sociais preocupam bem mais o brasileiro do que as questões ambientais, aponta pesquisa do Programa Água Brasil, apresentada na quarta-feira (28) durante a Reviravolta Expocatadores 2012, na capital paulista. Temas como aquecimento global, acúmulo e descarte inapropriado de resíduos e contaminação de rio e mananciais são apontados como principais problemas por apenas 7% dos entrevistados. O estudo sobre o nível de consciência da população sobre práticas sustentáveis foi encomendado ao Ibope.

Quando questionados sobre os três principais problemas que afetam o país atualmente, os temas mais recorrentes aos entrevistados foram saúde (70%), desemprego (53%), fome (50%), corrupção (42%) e educação pública (39%). Temas relacionados ao meio ambiente ficaram em penúltimo lugar, perdendo apenas para o item economia global, que foi citado por 2% dos entrevistados. Participaram do estudo 2.002 pessoas em todas as capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.

Para o coordenador de Programa Educação para Cidades Sustentáveis da organização WWF Brasil, Fábio Cidrin Gama, os resultados indicam que será necessária uma grande sensibilização para mudar a atitude do brasileiro em relação ao tema, especialmente no momento em que o país se organiza para implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A pesquisa mostra que há esperança, mas para essa mudança. A gente vai ter que sensibilizar muito toda a sociedade para que as pessoas assumam [a destinação correta do lixo] como um hábito e um dever de cidadão”, destacou.

Gama aponta que um dos aspectos mais positivos da pesquisa é a disposição do brasileiro em participar da coleta seletiva. Por outro lado, ele lamenta que ainda haja muito desconhecimento sobre a destinação correta do lixo e sobre o papel que cada um deveria cumprir nesse processo. “Em relação ao símbolo da reciclagem, os brasileiros acham simplesmente que tendo aquele símbolo o material vai ser reciclado”, declarou. O coordenador destaca que para haver o reaproveitamento do resíduo ainda são necessárias muitas etapas, como a própria separação a ser feita pelo consumidor.

A pesquisa mostra também que o brasileiro está disposto a assumir outras atitudes sustentáveis, além da coleta seletiva. Cerca de 34% dos entrevistados declararam que abririam mão de determinados produtos mesmo que interferisse na sua comodidade. Percentual semelhante (33%) passaria a exigir aos fabricantes soluções com intuito de que o produto tivesse menor impacto no meio ambiente. Ainda é baixo, no entanto, a quantidade de pessoas (23%) que não comprariam materiais que não fossem recicláveis ou reutilizáveis.

Para Severino Lima Júnior, membro do Movimento Nacional de Catadores de Rua (MNCR), a pesquisa destaca o papel do catador de rua na cadeia de reciclagem no Brasil, já que 26% dos entrevistados apontam que eles são os responsáveis pela coleta seletiva. Para metade (50%), ela é feita pelas prefeituras e 12% apontam as cooperativas. “Isso mostra que o modelo adotado no país tem potencial para ser mais exitoso do que outros formatos faraônicos, defendidos por alguns, como a participação de grandes empresas de reciclagem”, defende.

Fonte: Camila Maciel/ Agência Brasil

23/11/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Lixões serão proibidos no Brasil a partir de 2014

A partir de 02 de agosto de 2014 o Brasil não poderá ter lixões. Até o período estipulado pela PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) – criada pela Lei 12.305/2010 – os espaços onde são feitos os descartes diários terão de ser substituídos efetivamente pelos aterros sanitários. Além desta condição, os resíduos recicláveis também não serão mais enviados a estes espaços de descarte comum. Embora as considerações da Lei existam, a condição nacional é preocupante; dados do MMA (Ministério do Meio Ambiente) apontam que, dentre as mais de 5mil cidades brasileiras apenas 560 municípios concluíram e entregaram, ao Ministério, os planos de gestão de resíduos no período limite (agosto deste ano). Os municípios que ainda não entregaram o documento (mais de 90%) perderam o direito de renovar contratos com as prefeituras e governos estaduais e aderir ao auxílio de recursos federais para a questão.

Com base em mais dados do MMA existem aproximadamente 3 mil lixões no Brasil que precisam ser fechados no prazo indicado pela PNRS; 60% dos municípios ainda descartam resíduos nestes locais. A falta do hábito e prática de separar os recicláveis é outro impasse que atrasa a gestão nacional dos resíduos. O Brasil produz diariamente cerca de 183 mil toneladas de lixo urbano e mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem deste lixo, porém, a maior parte da riqueza potencial dos recicláveis é desperdiçada o que faz o país perder o equivalente a R$8 bilhões ao ano por não conseguir reciclar todos os componentes possíveis.

O saldo positivo da Logística reversa no Brasil

O Instituto de Logística e Supply Chain (cadeia de fornecimento) divulgou, em agosto deste ano, através de uma pesquisa temática, que 60 das 100 maiores empresas do país, já desenvolvem alguma atividade relacionada à operação de logística reversa (que prevê o recolhimento e descarte pelo fabricante do resíduo pós-consumo). Os dados foram apresentados dia 22 de agosto durante o 18º Fórum Internacional de Logística, no Rio de Janeiro. Com base no levantamento feito pela Instituição 40% das empresas ainda não têm programas com esse objetivo, mas, estima-se que este quadro seja revertido, pois, a implantação da logística reversa, dentro da PNRS deverá ser implementada, em todo país, até o início de 2015. A implantação prevê o retorno de materiais tais como eletroeletrônicos e pneus para a indústria, para que possam ser novamente utilizados pelo fabricante, mas, para tanto, requererá o comprometimento de todos os agentes responsáveis nos processos de produção e distribuição: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e o próprio consumidor que também será responsável pela devolução dos materiais em postos de coleta.

Os produtos com a logística reversa mais atrasada são os eletroeletrônicos, que aguardam a conclusão do edital de recolhimento. O não cumprimento da lei – após as implementações completas – na cadeia produtiva poderá acarretar aos envolvidos penalidades como: cobranças de multas e processos diversos baseados na Lei Federal de Crimes Ambientais. A Política de Resíduos Sólidos levou mais de 20 anos para ser votada e com as novas regras pontuará, em todo território nacional, mudanças às indústrias brasileiras e melhorias ao Meio Ambiente, pois, as empresas passarão então a utilizar mais tecnologias limpas através dos processos de reuso. Inicialmente, a logística engloba o recolhimento de resíduos e embalagens de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes (vapor de sódio, mercúrio e luz mista), além de produtos eletroeletrônicos e componentes e os óleos lubrificantes (setor com maior avanço de coleta desde os últimos anos). Embora cada produto esteja em diferentes fases de implantação os óleos lubrificantes já contam com uma política de recolhimento ativa em algumas partes do Sul do país e Noroeste da capital paulista.

Fonte: Portal Fator Brasil

08/11/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Trajetória de catador é mostrada em série documental

Antônio Borges, presidente da Socitex e Julio Cesar Santos, Secretário-Geral do Instituto Doe Seu Lixo

Estreou na última terça-feira (6), a série documental “Vivendo Positivamente”, no National Geographic Channel.

O programa  conta com quatro episódios que abordarão oito histórias de pessoas que enfrentaram e superaram desafios sociais, ambientais e econômicos, que impactaram suas comunidades. As gravações foram feitas em seis países: Brasil, Argentina, Colômbia, Haiti, México e Peru.

Cada episódio mostra uma causa social diferente, apresentando desde a criação de oportunidades educacionais em comunidades de baixa renda, a importância de manter o corpo e a mente saudáveis, até o valor dos cuidados com a reciclagem e com o meio-ambiente.

Os protagonistas são apoiados pela Coca Cola Latin America por meio da sua plataforma de sustentabilidade Vivendo Positivamente, como parte do compromisso da empresa com valores sócio-ambientais.

A primeira história contou a trajetória de Antonio Borges, que ao sair da Bahia em busca de uma vida melhor no Rio de Janeiro passou por uma série de dificuldades até tornar-se presidente da Socitex Cooperativa. Hoje, a cooperativa presidida por Antônio é responsável pela gestão da Usina de Triagem e Reciclagem (UTR-RJ), criada pelo Instituto Doe Seu Lixo e faz parte do Coletivo Reciclagem, programa do Instituto Coca-Cola de apoio às cooperativas de catadores de materiais recicláveis em todo o Brasil.

A série traz ainda a direção de renomados cineastas da América Latina, como Kátia Lund (Cidade de Deus), Carlos Carrera (O crime do Padre Amado), Natalia Smirnoff (Rompecabezas) e Ciro Guerra (La Sombra del Caminante).

O programa será reprisado no próximo sábado (10), às 14:20, no canal a cabo National Geographic.

Confira a programação aqui.

31/10/2012 | por cleber | 1 Comentários

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Projeto de coleta seletiva e reciclagem é inaugurado em Cuiabá

Foi lançado nesta terça-feira (30) o projeto Cuiabá Recicla, feito em parceria entre a Prefeitura de Cuiabá, Instituto Coca-Cola, Coopemar (Cooperativa dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis), Instituto Doe seu Lixo (RJ), Grupo Renosa e Centro de Referência Valorizando Vidas.

O projeto é uma iniciativa no processo de coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos, por permitir a redução do volume de lixo para a disposição final no aterro sanitário de Cuiabá.

A primeira central de reciclagem de Cuiabá iniciará suas atividades no bairro CPA I. A meta é que, neste primeiro bairro, aproximadamente 380 residências recebam a visita das equipes do “Cuiabá Recicla”.

De acordo com o fiscal de limpeza e biólogo da SMSU (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos), Tony Churing, a usina de reciclagem tem a capacidade de realizar a triagem de duas mil toneladas por dia de resíduos sólidos.

Nesta terça-feira também foi inaugurada a Usina de Reciclagem de Triagem (UTR), localizada na avenida Principal no bairro Jardim Umuarama A usina foi criada nos mesmos moldes da UTR-RJ, operada pela cooperativa Socitex com o apoio do Instituto Doe Seu Lixo, no Rio de Janeiro.

Objetivos

O Cuiabá Recicla faz parte do programa Valorizando Vidas, criado pela primeira-dama de Cuiabá, Norma Sueli Galindo.

Alguns dos objetivos são melhorar a qualidade ambiental e de saúde pública, favorecer a inclusão social e econômica dos catadores e reduzir a quantidade de resíduos sólidos encaminhados ao aterro sanitário.

Vulnerabilidade social

O projeto Cuiabá Recicla beneficiará famílias em situação de vulnerabilidade social, além de ser uma ferramenta importante no processo de educação ambiental, já que pretende sensibilizar a comunidade sobre os problemas do desperdício de recursos naturais e da poluição causada pelo lixo.

Para o secretário Andelson Gil do Amaral, da SMSU, o Cuiabá Recicla será o maior programa ambiental que a capital já teve. Além dos benefícios que os trabalhos trarão para a sociedade cuiabana, os cooperados receberão, também, acompanhamento assistencial e psicológico, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano.

Alcance do projeto

O projeto percorrerá as avenidas Brasil, Pernambuco, Senador Jonas Pinheiro e Coxipó Mirim, e ruas Pará, Profª Alice Freire, Bahia, Prof° Amaro de Figueiredo, 11, SD, Amapá, 10, 21 e Hortências.

30/10/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Rocinha ganha posto de coleta de óleo vegetal

O Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove), da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que recicla óleo de cozinha usado em todo o estado, ganhou mais um ponto de coleta. Localizado na Rocinha, o ecoponto faz parte do projeto Light Recicla, que também recolhe óleo usado na comunidade de Dona Marta. O programa recolhe mensalmente, em média, 400 mil litros de óleo e, no ano passado, o total recolhido chegou a 5,5 milhões de litros.

O trabalho de recolhimento, feito através de 45 cooperativas filiadas ao programa, mobiliza, segundo estimativas, cerca de 400 trabalhadores. O óleo vegetal é reutilizado na produção de sabão e em fontes alternativas de energia, como o biodiesel. Além da geração de emprego e renda, o programa evita que o óleo comprometa as tubulações de edifícios e redes de tratamento de esgotos e aumente a poluição e a degradação ambiental em rios e lagoas.

O Prove vem estabelecendo parcerias com a iniciativa privada e instituições para apoiar a instalação de ecopontos. Além da Light, a Ampla e o Tribunal de Justiça do Estado também participam do programa. Para mais informações sobre a retirada de óleo de estabelecimentos comerciais ou condomínios, os interessados devem entrar em contato através dos telefones (21) 2334-5902 ou (21) 2223-2664, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, ou através do e-mail prove@ambiente.rj.gov.br.

Fonte: Inea

29/10/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Brasil e Paraguai podem ter gestão conjunta do lixo

Mato Grosso do Sul passa por uma situação inédita no Brasil: a gestão conjunta do lixo entre países de fronteira. Na faixa territorial entre a cidade de Ponta Porã, no sul do Estado, e Pedro Juan Caballero (PY), o Sebrae através do Projeto MS Sem Fronteiras, o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e o BID, são parceiros na condução de um trabalho para a criação de um complexo de tratamento de resíduos sólidos, com aterro sanitário compartilhado entre as cidades gêmeas.

“A ideia é construir o complexo conjunto para tratar os resíduos, trabalhar a reciclagem do lixo, inclusive da construção civil e desenvolver a compostagem”, ressalta Karin Segala, coordenadora de projetos do IBAM, que esteve esta semana na região para apresentação do projeto aos gestores municipais.

De acordo com Segala, o empreendimento também fomentaria a criação de negócios ecológicos, estimulando a pesquisa para reuso de material abundante na região. “Pode-se, por exemplo, aproveitar o plástico e ter uma indústria no complexo que vai apoiar a incubação de econegócios”, explica.

O gerente do Sebrae no MS, Rodrigo Maia, diz que os operadores do complexo devem ser capacitados para beneficiar materiais de reciclagem e em outras iniciativas de negócios. “Vamos contribuir para a inclusão social pela via do empreendedorismo e, conforme a demanda, fazer parcerias que viabilizem o atendimento ao grupo”. Também será feito um levantamento dos potenciais econegocios para a região.

No caso da demanda paraguaia, será atendida pelo CIRD – Centro de Informações e Recursos para o Desenvolvimento, entidade que atua na capacitação de micro e pequenas empresas no País. “Ponta Porã tem boa ambiência, pois já captou recursos da União Europeia para aquisição de caminhões de coleta e já montou uma unidade de processamento do lixo”, pondera Maia.

Aspectos legais

Na reunião entre técnicos do Sebrae e do Instituto, com gestores municipais e do Departamento de Amambay (PY), o grupo discutiu qual o modelo mais adequado para a gestão conjunta. Para Derlis Torres, secretário municipal da Junta de Pedro Juan Caballero, a maior atenção é quanto aos aspectos jurídicos. “O cuidado é de respeitar a legislação de ambos os países e encontrar a viabilidade jurídica; as legislações precisam ser similares para que possamos trabalhar de forma conjunta”.

Desde 1987, o Brasil e o Paraguai possuem um Acordo de Cooperação Técnica, que permite “a implementação conjunta ou coordenada de programas, projetos e atividades nos territórios de uma ou de ambas as Partes Contratantes, e outras formas de cooperação”. Também há o Programa Grande Fronteira do Mercosul que visa “promover, mediante ações integradas, o desenvolvimento econômico e social da área de abrangência; estabelecer modelos de desenvolvimento sustentável adequados às características naturais, à vocação econômica e às potencialidades de microrregiões homogêneas na área de abrangência”. Para Segala, estes acordos permitem uma ‘brecha’ para inserir a gestão coletiva de resíduos sólidos.

Problema sanitário

“O projeto coloca em evidência no País a situação de resíduos sólidos em ambientes fronteiriços, em especial os de fronteira seca, como no MS, no qual o problema sanitário é mais evidente”, expõe Segala.

A técnica ambiental da Prefeitura de Ponta Porã, Wandimara Freidiane, diz que há grandes expectativas para que o projeto saia logo do papel. Somente o aterro coberto da cidade recebe em torno de 40 toneladas de lixo por dia. “Se somarmos a Pedro Juan são 110 toneladas de resíduos diários, que podemos ver como potencial na geração de negócios”, diz.

“A proposta é encerrar os dois lixões e com isso mitigar o passivo ambiental das duas localidades e, sobretudo, o passivo social muito grande em razão de catadores que atuam nestas áreas, que vivem e trabalham nos locais”, ressalta Segala.

Há um ano e meio foi criada a Associação dos Catadores de Resíduos Sólidos de Ponta Porã, hoje com 29 trabalhadores, que aferem renda média de R$ 600 mês, com a venda do que é coletado. “Com o complexo, a intenção é que eles percebam a associação como um empreendimento, que gera renda e novas oportunidades”, avalia Wandimara.

As visitas da equipe do Sebrae e do IBAM à fronteira encerraram nesta sexta-feira, após reuniões com técnicos, prefeitos municipais, o novo prefeito eleito de Ponta Porã e os cônsules do Brasil e do Paraguai.

O próximo passo são os trâmites legais da gestão compartilhada de resíduos sólidos. O IBAM fará a entrega do relatório com os documentos e passos necessários para a execução legal até o final deste ano. A partir daí, fica por conta dos gestores municipais o processo de implementação da proposta.

“Mato Grosso do Sul pode ser um exemplo a outras localidades de fronteira brasileira com a Argentina, Bolívia e o Uruguai, na busca por soluções compartilhadas”, conclui Segala.

Política Nacional

Desde 2010, o Brasil estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para acabar com o problema dos lixões nas cidades brasileiras. A legislação estabelece prazo até 2020 para que o País tenha toda a estrutura necessária para dar uma destinação adequada a qualquer resíduo sólido. Até 2014 todos os municípios deverão ter eliminado com¬pletamente seus lixões e implantado aterros sanitários.

Para orientar as cidades brasileiras na transição do atual modelo econômico à chamada economia verde, o Sebrae Mato Grosso do Sul elaborou o Caderno de Sustentabilidade. A publicação está disponível para consulta no site: www.ms.sebrae.com.br no link Estudos e Pesquisas.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias/Janaína Mansilha

26/10/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Fundadora do Instituto Doe Seu Lixo recebe Prêmio Trip Transformadores 2012

Isabel Fillardis foi uma das homenageadas da edição 2012 do Prêmio Trip Transformadores.

Como já acontece há seis anos, na última quarta-feira (24) em São Paulo o Auditório Ibirapuera deu lugar a mais uma edição do Prêmio Trip Transformadores.

O Prêmio Trip Transformadores reconhece e homenageia personagens especiais que modificam realidades e batalham por conquistas para todos. São pessoas empenhadas em buscar alternativas para melhorar a qualidade de vida para a sociedade em geral, que despertam reflexão sobre a maneira como cada indivíduo pode efetivamente transformar sua própria realidade e promover uma evolução verdadeira para o mundo.

Todos os anos, os homenageados são escolhidos a partir de indicações do conselho do Trip Transformadores, composto por mais de uma centena de pessoas que compartilham dos mesmos valores e ideais da marca Trip, e de pesquisas efetuadas por uma equipe dedicada full time ao projeto.

Os homenageados de 2012 foram Ana Beatriz Pierre Paiva, Evelyn Ioschpe, Laerte Coutinho, Joás Brandão, Gabriela Leite, Isabel Fillardis, Luiz Eduardo Soares, Marcos Evangelista de Morais – o Cafu –, Roberto Waack e Vera Cordeiro.

O Trip Transformadores é hoje uma plataforma que, em torno do prêmio, desenvolve diferentes eventos, no Brasil e em Nova York, uma central de conteúdo digital que envolve redes sociais, um site abastecido diariamente com informações relevantes sobre os homenageados e outras pessoas e projetos transformadores, além de ações na mídia, em rádio, TV, revistas e jornais.

Com o ator Lee Taylor como mestre de cerimônias e direção artística do renomado multiartista Marcello Dantas, a noite foi aberta com a apresentação da cantora Alice Caymmi. Sobrinha de Nana e Dori e filha de Danilo, a cantora interpretou “Sargaço Mar”, de seu avô Dorival.

Paulo Lima, publisher da Trip Editora, desejou que o ações como o Trip Transformadores com o tempo não tenham mais sentido e que as transformações virem regra e não exceção. “Mas por enquanto precisamos celebrar essas pessoas que olham para o outro”, disse o editor.

A atriz Bárbara Paz subiu ao palco do auditório para prestigiar sua colega de trabalho, a também atriz Isabel Fillardis. Mãe de Jamal, portador da rara síndrome de West, fundou em 2003 a ONG Força do Bem, para ajudar famílias que convivem com a doença. Não satisfeita, criou ainda o Instituto Doe Seu Lixo, que auxilia catadores cariocas. Sobre o ponto de partida para transformações, Isabel incentivou: “O primeiro passo para entrar em um projeto desses é o despertar. Todos os homenageados de hoje falaram de família. Esse é o ponto de partida: o amor por você, pela sua família, pela sua terra e pelo que você acredita”.

Em sua sexta edição o prêmio contou com o patrocínio do grupo O Boticário, parceiro desde 2008, e do Banco Itaú, desde 2011, e com apoios importantes, como Almap/BBDO, H2OH!, Suzano Papel e Celulose, Audi, Grupo Ink, O Estado de S. Paulo, Rádio Eldorado FM 107,3 e Gol Linhas Aéreas Inteligentes.

Leia a matéria completa aqui

Leia a entrevista com Isabel Fillardis aqui

Fonte: Trip

19/10/2012 | por cleber | 0 Comentários

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Especialistas querem que iniciativa privada ajude a implementar política de resíduos sólidos

O sucesso da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada pela Lei 12.305/2010, depende de uma participação mais efetiva da iniciativa privada e dos municípios. A opinião é de especialistas no assunto que participaram de um workshopsobre soluções e tecnologias para gestão integrada de resíduos sólidos promovido no dia 18 de outubro, na capital fluminense.

Além disso, há consenso entre os participantes do evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), de que, sem incentivos fiscais, capacitação dos gestores e conscientização ambiental de todos os envolvidos, a lei corre o risco de não sair do papel.

Maurício Sellos, coordenador do Programa Jogue Limpo, iniciativa de logística reversa da cadeia de lubrificantes, que recolhe e recicla embalagens usadas desse tipo de produto, defendeu a responsabilidade compartilhada na cadeia de gestão de resíduos sólidos. Também cobrou recursos para promoção da indústria da reciclagem.

“São necessários incentivos fiscais para a cadeia, para quem faz a logística, para quem recicla e para quem consome o material reciclável, do contrário, poderemos ter um volume grande de material reciclado, mas não ter sua utilização”.

Para o professor e pesquisador Fernando Antonio Santos Beiriz, da Universidade Federal Fluminense (UFF), grande parte dos municípios do país ainda não está sensibilizada para a necessidade de planejar a gestão dos resíduos sólidos. “Também falta estrutura em muitos municípios e o prazo está correndo. Com algumas exceções, a participação dos municípios ainda é muito tímida nesse sentido”.

Após o dia 2 de agosto de 2014, o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão mais ser mandados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.

O desafio é grande: segundo o Ministério do Meio Ambiente, existem mais de 3 mil lixões no Brasil para serem fechados no prazo fixado na PNRS, e 60% dos municípios ainda jogam seus resíduos nesses locais.

No estado do Rio, com aproximadamente 15 milhões de habitantes, 20 mil toneladas de resíduos sólidos são produzidas por dia. Dos 92 municípios, 22 ainda destinam seus resíduos em lixões, muitos em esquemas de consórcio, que são atualmente oito no estado.

Segundo Pólita Gonçalves, gerente de Educação Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), os consórcios – que envolvem mais de um município na gestão dos resíduos sólidos – têm sido fundamentais para a ampliação de coletas e armazenagens apropriadas de resíduos em aterros sanitários, por garantir redução de custos e mais qualidade do serviço.

“A gestão por consórcios é decisiva na melhoria da gestão dos resíduos no Brasil. O custo da tonelagem cai drasticamente, porque aumenta a escala, diminui a ocorrência de lixões e aumenta a possibilidade da exploração do gás, pois cidades com menos de 500 mil habitantes não têm viabilidade econômica para aproveitar esse gás para geração de energia”.

Pólita também defendeu incentivos fiscais para as indústrias e os atores envolvidos no processo de reciclagem. Entretanto, segundo ela, o ponto fundamental para o sucesso da política é a educação ambiental. “Essa educação deve acontecer não apenas nas escolas, mas também por meio da mídia. A população precisa saber como separar seu lixo”, comentou.

Camilla Passarela Bortoletto, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, apontou que um dos maiores gargalos na gestão de resíduos é o conhecimento técnico sobre o assunto. A ausência de cultura de separação é outro fator complicador na gestão de resíduos.

O Brasil produz diariamente mais de 183 mil toneladas de lixo urbano. Mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem desse lixo. Mesmo assim, grande parte da riqueza potencial é desperdiçada. Segundo Camilla, o Brasil deixa de ganhar R$ 8 bilhões anualmente por não reciclar tudo o que é possível.

A especialista, no entanto, entende que o potencial de aproveitamento pela reciclagem vai impor a implementação da PNRS. “Sou muito otimista e acredito que a lei vá pegar, não apenas pela problemática que é hoje a questão, mas, sobretudo, pelas oportunidades de negócios que os resíduos sólidos geram”.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), pouco mais de 560 municípios, ou 10% do total das cidades brasileiras, concluíram e entregaram seus planos de gestão de resíduos até a data definida pela PNRS em agosto passado. Os municípios que ainda não entregaram esse documento perderam o direito de renovar novos contratos com a esfera federal para o setor.

Fonte: Agência Brasil | Flávia Villela, Davi Oliveira

10/10/2012 | por cleber | 1 Comentários

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Brasileiro recebe prêmio de Concurso Internacional de Pintura Infantil e Meio Ambiente

O brasileiro Waldir Tokuda, de 12 anos, foi um dos jovens artistas homenageados hoje em uma cerimônia especial para a entrega dos prêmios do 21º Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre o Meio Ambiente, realizada no Palácio Itamaraty, na Cidade do Rio de Janeiro.

Crianças e jovens representantes de vários países receberam prêmios por seus trabalhos artísticos ambientais, que se destacaram entre mais de 630 mil outros trabalhos inscritos na competição anual, promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) com apoio da Fundação da Paz Global e Meio Ambiente e das empresas Bayer e Nikon.

Entre os principais premiados na cerimônia está Ka Mun Leong, de 14 anos, da Malásia, que conquistou o segundo lugar mundial na competição por sua pintura multicolorida de um relógio dividido em dois — uma metade retratando poluição, incêndios e fábricas emitindo fumaça, a outra metade mostrando um rio limpo cercado por árvores e animais.

Ka Mun recebeu o prêmio no valor de US$ 1.000,00 e uma viagem para a Conferência Internacional TUNZA de Jovens pelo Meio Ambiente, que acontecerá em Dubai, em janeiro de 2013. A conferência Tunza é uma dos maiores encontros ambientais de jovens do mundo e é organizada pelo PNUMA.

A grande vencedora do prêmio global, a americana Diana Fan, de 13 anos, infelizmente não pôde comparecer à cerimônia de premiação. Diana ganhou por sua pintura de um pinguim entre imagens do fundo do oceano, florestas e turbinas eólicas.

Waldir Tokuda, morador de Teresópolis, município da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro recebeu o prêmio regional para a América Latina e Caribe. “Eu estou muito feliz porque não esperava ser o ganhador. As pessoas têm que preservar o meio ambiente para todo o mundo ter uma vida melhor e mais sustentável”.

O pai do estudante, Waldir Skiguehaw Tokuda, explicou que a tragédia climática que atingiu Teresópolis em 2011 teve influência na criação da pintura. “Parecia filme de terror [a tragédia na região serrana doRio], mas nós temos que ver a parte positiva e ajudar as pessoas, e é isso que eu passo para ele”.

Outros cinco vencedores regionais também foram premiados: Atthaphon Wirotrat, da Tailândia (Ásia-Pacífico), Cristina Iurie Durnea, da Moldávia (Europa), Michelle Hau Tung Lai, do Canadá (América do Norte) e Dariyush Jehangir Postwalla, do Bahrein (Oeste da Ásia). A campeã regional da África, Carolina Ferreira, de Cabo Verde, também não pôde vir ao Brasil para receber o prêmio.

Outras crianças de países de língua portuguesa também foram vencedoras, como Carolina Ferreira, de Cabo Verde, que apresentou o melhor desenho entre os competidores da África. O terceiro lugar da categoria global foi para a brasileira Giovanna Oda e o quinto para Catarina da Silva, de Moçambique.

Crianças de todo o mundo foram convidadas a enviar seus trabalhos artísticos sob o tema “Comunidades Verdes” para o concurso. Os desenhos submetidos ao concurso abordaram o tema com muita imaginação e sensibilidade, retratando desde humanos jogando sinuca sobre um mapa da Terra, até uma equipe de bichos que, como médicos e enfermeiros, operam um planeta doente.

“Da mudança do clima às espécies ameaçadas, esses jovens artistas retrataram, de forma criativa e inspiradora, os principais desafios ambientais enfrentados em suas próprias comunidades ou nas comunidades de seus colegas ao redor do mundo”, declarou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

“Por meio desses trabalhos artísticos cheios de cores e vida, eles demonstraram a necessidade de construir “Comunidades Verdes” no planeta, onde pessoas são encorajadas a levar vidas mais sustentáveis, a usar recursos de forma mais eficiente e a cumprir seu papel de assegurar o desenvolvimento sustentável e inclusivo para todos”, acrescentou.

Para a coordenadora do Pnuma no Brasil, Denise Hamú, o concurso teve resultados importantes. “Este ano nós tivemos quase 700 mil inscritos no mundo. São 700 mil crianças que submeteram formalmente seus desenhos sobre o tema de economia verde e das comunidades verdes para o Pnuma, sem falar nas ações que as escolas, casas e famílias desenvolveram. O que a gente percebe é que podemos ter um enfoque da sustentabilidade trabalhado numa linguagem infantil e de adolescentes e com olhares das suas diferentes culturas”,

Participou também da cerimônia de premiação, a atriz Isabel Fillardis, fundadora do Instituto Doe Seu Lixo. “Iniciativas como essa são importantes para estimular a consciência ambiental em nossas crianças e adolescentes. Hoje são eles que ensinam aos pais sobre coleta seletiva, preservação das florestas, economia de energia, entre outra ações sustentáveis”, disse.

Os pais dos vencedores também compareceram à cerimônia de premiação, juntamente com representantes do governo, de escolas, de galerias de arte e museus locais. Antes da cerimônia de premiação, todos os convidados puderam visitar uma exposição de mais de 60 pinturas que ganharam destaque na última edição da competição.

Todos os vencedores regionais recebem US$1.000,00 e também participam da Conferência Tunza, em Dubai.

Sobre o Concurso

O Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre o Meio Ambiente é o principal evento de arte e meio ambiente do PNUMA. Desde 1991, foram recebidos mais de três milhões de trabalhos de crianças de mais de 190 países.

A competição é organizada em parceria com a Fundação pela Paz Global e Meio Ambiente (FGPE), com sede no Japão, além da Bayer e da Nikon Corporation.

A procura pelos vencedores do 22º Concurso Internacional de Pintura Infantil, que terá como tema Água: De Onde Ela Vem?, já começou.

Qualquer jovem que tenha entre 6 e 14 anos de idade pode se inscrever na competição até o dia 13 de fevereiro de 2013. Todos os detalhes estão disponíveis no site: www.unep.org/tunza/children

O PNUMA aproveitou a oportunidade para revelar o tema da 23ª edição do concurso, que será lançado no próximo ano.

“O Brasil será sede de dois eventos esportivos grandiosos nos próximos anos: a Copa do Mundo da FIFA em 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016”, disse Nick Nutall, porta-voz do PNUMA, que tem liderado discussões sobre sustentabilidade com o governo do Brasil e os organizadores dos dois eventos esportivos.

“No intuito de incentivar a consciência global e ações de apoio às questões ambientais, aproveitando o sucesso desses dois eventos de massa, o tema do 23º Concurso Internacional de Pintura Infantil será focado na correlação entre Esportes e Meio ambiente”, acrescentou ele.

Uma galeria com as pinturas vencedoras do 21º Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre o Meio Ambiente está disponível em:

http://unep.org/tunza/children/21stcompetition.aspx

 Fonte: PNUMA | Portal EBC


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