06/06/2013 | por cleber

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Coleta seletiva deve chegar a 104 bairros do Rio neste ano

No Dia do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou a nova frota e os garis exclusivos que trabalharão para tentar aumentar a coleta seletiva na cidade em 5%, ainda neste ano. A meta é inaugurar três centrais de triagem e levar o serviço a 104 bairros em 2013.

A coleta seletiva, segundo a Comlurb, atende hoje parcialmente 44 bairros da cidade, recolhendo um total de 1,4% de material reciclável, cálculo sobre o total de resíduos potencialmente recicláveis coletados na cidade (1.991 toneladas/dia). Com a chegada dos novos veículos, a proposta é aumentar esse percentual para 5%, atendendo a todas as ruas desses 44 bairros, além de iniciar a coleta seletiva em outros bairros. Com isso, espera-se ampliar, progressivamente, o atendimento para 104 bairros até o final do ano e atingir a meta de 25% em 2016.

A meta é considerada um desafio pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. “Temos pela frente um grande desafio, mas chegaremos lá. A gente sai de 2 mil ruas atendidas pelo serviço de coleta seletiva e iremos para mais de 9 mil. A prefeitura devia isso à cidade e posso dizer que este é o primeiro passo para a revolução que faremos na coleta seletiva do Rio. Mas esse trabalho só será bem-sucedido se contarmos com o apoio da população no que diz respeito à separação correta do lixo”, disse Paes, que classificou o trabalho dos catadores como “fundamental” para o sucesso do projeto.

Ao todo, serão 144 novos garis e 24 novos caminhões dedicados à coleta seletiva. Dos novos garis, 85% serão mulheres.

O prefeito do Rio  disse que, em seu primeiro mandato, concentrou-se em extinguir o Lixão de Gramacho, que ficava em Duque de Caxias e recebia grande parte do lixo da cidade, que agora tem como principal destino o Aterro de Seropédica. A coleta seletiva no Rio tem financiamento de R$ 22 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciado em 2011.

Novo sistema

Segundo o diretor de serviços especiais e ambientais da Comlurb, Júlio Cesar Chagas Santos, a execução da ampliação da coleta seletiva é o sonho de todos os catadores. “Teremos um sistema de acompanhamento em tempo real para ver quais bairros estão mais engajados na coleta seletiva. Além disso, teremos controle de quanto material está sendo entregue para as cooperativas e a quantidade que está sendo aproveitada. Ou seja, o município terá, pela primeira vez, um relatório sobre todos os dados relacionados à produção de material reciclável”, concluiu.

Um sistema informatizado vai monitorar a coleta e o processamento do lixo nas centrais de reciclagem, gerando informações como a economia de água e de energia e a redução nas emissões de gás carbônico.Cada caminhão contará com um palmtop em que serão registradas informações sobre a coleta, como a adesão dos moradores. Quem não aderir será notificado uma primeira vez, por meio de um selo que será colado ao saco de lixo, que não será recolhido. Na segunda notificação, um agente da Comlurb fará uma visita de conscientização, explicando detalhes do projeto e advertindo que, na terceira, haverá multa, cujo valor ainda está em estudo. Os palmtops estão em fase de teste e devem começar a ser usados em julho.

Centrais de Triagem

Para trabalhar nas centrais de reciclagem, catadores de 28 cooperativas serão capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizado e Cooperativismo (Sescoop), com aulas práticas e teóricas que devem começar em julho e durar dois meses. Além de instruções como operar as máquinas da central, os alunos aprenderão noções de gestão, contabilidade e segurança no trabalho focadas em cooperativas. Até 1,5 mil catadores devem ser preparados, sendo até 500 neste ano, para atuar nas três centrais previstas para serem inauguradas até dezembro.

Jorge Barros, superintendente técnico do Sescoop/RJ, ressaltou que a figura principal deste projeto é o catador. “Foi um desafio muito grande chegar até este momento maravilhoso. Graças ao empenho e a dedicação de todos conseguimos chegar até aqui. A chegada dos caminhões, com toda certeza, facilitará o alcance da meta estabelecida para 2016 e o sucesso do projeto”, afirmou.

O presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, falou sobre este projeto. “Para que ele fosse iniciado tivemos que fazer toda a estrutura dentro de uma logística e orçamento. Por isso, investimos na ampliação da frota e na construção de seis Centrais de Triagem. Irajá será a primeira a entrar em funcionamento e, posteriormente, as da Central do Brasil e Bangu.” Campo Grande e Vargem Grande também receberão centrais de triagem.

Caminhão Híbrido

Com relação ao novo caminhão híbrido de coleta seletiva, a Comlurb disse que o uso deste tipo de veículo trará um impacto ambiental positivo para a cidade, uma vez que sua tecnologia – semelhante ao sistema Kers, utilizado nos carros de Fórmula 1 –, armazena a energia da frenagem em acumuladores hidráulicos, que é posteriormente utilizada na partida do veículo. Com a sua utilização, a redução do consumo de combustível pode chegar a 15% com queda nas emissões de gás carbônico.

Fonte: Agência Brasil e Sescoop-RJ

 




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