27/08/2012 | por cleber

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Estado do Rio lança ponto de coleta de lixo eletrônico em parceria com a PUC

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) lançaram o primeiro ponto fixo de coleta de lixo eletrônico da Zona Sul. O material recolhido será doado para a Fábrica Verde, um projeto que ensina jovens moradores de comunidades a montar e realizar a manutenção de máquinas inutilizadas, transformando o lixo eletrônico em inclusão digital.

Em menos de uma hora do seu lançamento, dezenas de peças de computadores, incluindo 12 monitores, foram entregues por funcionários e outras pessoas no espaço destinado à doação, que funcionará no Pilotis da Ala Kennedy, no interior da universidade. Um dos doadores foi a escola de samba Acadêmicos da Rocinha.

Presente à cerimônia de lançamento, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, explicou que os computadores que forem doados servirão de insumo para o Projeto Fábrica Verde, que, desde o seu lançamento, em outubro do ano passado, já capacitou 360 jovens da comunidade pacificada do Alemão e outros 120 da Rocinha.

“Computador usado é lixo eletroeletrônico. Ao ser descartado em locais inadequados, acaba por contaminar a natureza, pois em sua composição há metais pesados como cádmio e chumbo. Os computadores montados por jovens das comunidades pacificadas, por sua vez, são doados para telecentros comunitários, entre outros. Os melhores alunos tornam-se monitores no projeto, recebendo uma bolsa auxílio”,  afirmou o secretário, durante palestra a alunos e professores sobre Desenvolvimento Sustentável nas Comunidades Pacificadas do Rio de Janeiro, que ministrou após a cerimônia de lançamento.

Além do Projeto Fábrica Verde, Minc falou sobre outros projetos sustentáveis que a Secretaria de Estado do Ambiente, através de sua Superintendência de Território e Cidadania, quer implantar nas comunidades pacificadas. Entre os projetos está o lançamento do Ecomoda na Mangueira, em setembro. A partir de partir de material utilizado nos desfiles da escola de samba Estação Primeira da Mangueira, e que seria descartado, jovens serão capacitados em moda. Eles vão transformar, por exemplo, pedaços de tecidos em peças de roupas que, posteriormente, serão comercializadas. A verba obtida com a venda dessas peças será revertida para a própria comunidade

A superintendente de Território e Cidadania, Ingrid Gerolimich, destacou que, desde que o projeto Fábrica Verde foi lançado no Alemão, em outubro de 2011, cerca de dez toneladas de lixo eletrônico foram doadas. “Na Rocinha, já capacitamos 120 jovens, e na próxima semana, mais 120 jovens estarão começando o curso de manutenção de computadores. A próxima comunidade a receber o Projeto Fábrica Verde será o complexo de comunidades da Tijuca”, disse.

Presente ao evento, o estudante Jonathan Christopher, 18 anos, é um dos alunos capacitados pelo projeto Fábrica Verde na Rocinha e que, agora, irá trabalhar como monitor. Ele destacou a importância do projeto para a comunidade, pois proporciona ao jovem que mora nessas comunidades uma oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. Jonathan, que mora na Rocinha, cursa o 2º ano do Ensino Médio, e disse que, futuramente, pretende abrir seu próprio negócio.

Paulo Humberto Barbosa Chaves, funcionário da PUC, foi uma das pessoas que doaram monitores e outras peças de informática para o projeto. Ele aprovou o ponto de coleta na universidade, destacando a importância do Projeto Fábrica Verde para a sociedade. “Ter um ponto de coleta em uma universidade como a PUC é muito importante, pois é uma forma de despertar, nos alunos, uma consciência ecológica. Alunos e professores vão doar o seu lixo eletrônico e social porque sabem que irão ajudar muitos jovens de comunidades”, ressaltou.

Segundo o professor de Mídias Locais e representante da vice-reitoria da PUC, Adair Rocha, a universidade considera o Projeto Fábrica Verde importante, e destacou que a iniciativa terá, certamente, desdobramentos positivos.

A Fábrica Verde se tornou um dos pontos de destaque, no Rio de Janeiro, de reciclagemde produtos eletrônicos usados, a partir de doações. De cada três computadores velhos, por exemplo, os alunos da fábrica produzem um computador em condição de uso. Os computadores reciclados são encaminhados para telecentros comunitários, entre outros locais.

Fonte: Diário Democrático




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